Cetáceos, O termo "cetáceo" é usado para denominar, de modo geral, as 78 espécies de baleias, delfins e toninhas que existem. Em geral, as espécies que têm mais de 4 m de comprimento são chamadas baleias, enquanto as espécies menores formam o grupo dos delfins e das toninhas. A maioria das baleias pequenas, dos delfins e das toninhas pertence à subordem das baleias com dentes. O restante das espécies pertence à subordem das baleias com barbatanas. Na atualidade, existem cerca de 40 espécies de baleias e metade delas é considerada rara. Por outro lado, a maioria das espécies com valor comercial é considerada ameaçada. A causa principal da diminuição dessas espécies é a caça excessiva, que faz com que o número de baleias capturadas seja maior que o de baleias nascidas.

 

Os Odontocetos são os cetáceos que possuem dentes. A dentição é permanente, aparecendo após o final da lactação. Na maioria das espécies, os dentes são todos iguais e cônicos. A alimentação dos Odontocetos consiste basicamente em peixes, lulas e crustáceos, embora algumas espécies, como a Orca, possuam uma dieta mais variada, incluindo tartarugas, aves e até outros mamíferos. Os dentes não são usados para a mastigação, apenas para a captura do alimento, que é engolido inteiro. Os Odontocetos possuem um sistema acústico (ecolocalização) que possibilita a localização de presas e objetos, determinando sua forma, tamanho, textura e distância do mesmo.

 

Os misticetos ou mistacocetos, são na sua maioria grandes baleias que não apresentam dentes. No lugar destes, possuem compridas fileiras de cerdas - as "barbatanas" - que pendem do céu da boca em posição lateral. A função destas cerdas é a retenção de alimentos. A alimentação dos mistacocetos consiste basicamente de organismos planctônicos, especialmente pequenos crustáceos do gênero Euphasia que abundam nos mares mais frios, e algumas espécies costumam predar sobre cardumes de peixes de pequeno porte. No ato da alimentação, o animal enche a boca
de água, "filtrando" o alimento ao expelir a água através das cerdas já mencionadas.

 
ANCESTRAIS DAS BALEIAS
 (55 - 38 milhões de anos)

No final do EOCENO, os cetáceos careciam de patas posteriores e tinham somente nadadeiras parecidas com remos nas dianteiras, assim não podiam deslocar-se com facilidade na terra.

MAMMALODON (24 milhões de anos)
Seus fósseis foram encontrados na Austrália. 

Um dos mais importantes foi o SQUALODONTE, que possuía dentição parecida com a dos tubarões (dentes triangulares e serrilhados), o que sugere um hábito alimentar carnívoro. Tinham um tamanho comparado a médios e pequenos golfinhos.
Foram encontrados em diversas rochas por todas as partes do mundo e desapareceram há seis milhões de anos.

 
Glossário:

KRILL: Pequeno invertebrado que compõe o zooplâncton. Espécie muito abundante nas águas da Antártida durante os meses de verão. A espécie é a base da cadeia alimentar Antártica.

DELFÍNIDEO:
Cetáceos que integram a família Delphinidae. Os representantes deste grupo englobam a orca e espécies de golfinhos como o “flipper”, o golfinho-rotador, o golfinho-pintado-do-Atlântico e o boto-cinza.

ECOLOCALIZAÇÃO: Sistema de localização realizado através do retorno do som emitido (eco). Este sistema é reconhecidamente utilizado pelos morcegos e cetáceos com dentes (odontocetos).

VIBRISSAS:  Pêlos que apresentam função sensorial. Os filhotes de cetáceos, quando nascem, apresentam vibrissas na região dorsal do rostro, que depois de algum tempo desaparecem na maioria das espécies. Espécies como a baleia-franca e a baleia-jubarte possuem.

PLÂNCTON: Pequeno organismo que vive em suspensão nas águas doces e salgadas.

 


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